26 de julho de 2004

Centro de informação sobre Darfur

É pena, é lamentável que muitas vezes as tragédias passem ao lado da atenção que concentramos em assuntos mais directamente relacionados connosco e mais próximos de nós. É nesse aspecto de todo louvável a mensagem que o Nuno dirigiu a um leque relativamente alargado de bloggers. Do mesmo modo pudesse a atitude de cada um de nós contribuir para a divulgação do drama e, indirectamente, para a respectiva resolução. África é, por ironia do destino e capricho ambioso dos homens, um continente mártir. Onde, mais do que em qualquer outro lado, os índices de mortalidade infantil são escandalosos, a esperança matemática de vida é um cálculo que se resume à utilização dos dedos das mãos e a fome - no sentido em que representa a insuficiência de calorias indispensáveis para manter a vida - é a perspectiva com que amanhecem milhares de crianças e adultos.

Não temos, nenhum de nós, razões racionais para apregoarmos sociedades ditas da ambudância e reclamarmos como vértices do desenvolvimento humano aquilo a que chamamos sociedades de consumo. Enquanto acontecerem tragédias com a de Darfur não há sociedades de abundância nem de consumo. Assim houvesse uma vergonha colectiva que nos responsabilizasse a todos. E pudesse impôr que estas situações não ocorressem e fossem definitivamente expurgadas.

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